Muita gente chega a este assunto depois de um susto com a fatura: uma ferramenta de tarefas que começou barata e foi ficando cara à medida que o time cresceu. Outros buscam algo aberto por princípio, para não depender de uma empresa só. Um gerenciador de tarefas gratuito e open source existe e funciona bem, mas "gratuito" merece uma leitura cuidadosa. Este guia mostra o que avaliar e quando vale pagar por uma hospedagem.
O que significa open source na prática?
Open source é software cujo código fonte é público e pode ser usado, estudado e alterado dentro de uma licença. A licença MIT, por exemplo, é uma das mais permissivas: você pode usar, copiar, modificar e até oferecer o serviço a terceiros, desde que mantenha o aviso de copyright. Na prática, isso traz três vantagens:
- Transparência. Você (ou alguém de confiança) pode ler o que o programa faz com os seus dados.
- Portabilidade. Se o serviço que você usa fechar, o software continua existindo e você pode rodá-lo em outro lugar.
- Custo de licença zero. Você não paga para usar o programa em si.
"Gratuito" não é o mesmo que "sem custo"
O software pode ser gratuito e a operação não ser. Ao instalar por conta própria, você assume tarefas que antes eram de outra empresa:
- Servidor: alguém precisa pagar por uma máquina ligada o tempo todo.
- Atualizações: correções e melhorias exigem que você atualize a instalação.
- Cópias de segurança: se o disco falhar e não houver backup, os dados se vão.
- Segurança: certificado HTTPS, senhas fortes, acesso restrito.
- Tempo: cada hora resolvendo problema de servidor é uma hora fora do seu trabalho.
Para quem gosta de infraestrutura e já tem um servidor, esse custo é pequeno. Para quem só quer organizar as tarefas, ele pesa. O guia auto-hospedar um gerenciador de tarefas com Docker detalha esse trabalho.
O que avaliar antes de escolher um gerenciador aberto
- Licença. Confirme qual é. Algumas são abertas de fato, outras têm restrições de uso comercial.
- Atividade do projeto. Veja se há atualizações recentes e se problemas relatados recebem resposta.
- Funcionalidades que você usa todo dia. Recorrência, subtarefas, prazos com hora, notas, projetos e visões de calendário. Faça uma lista das três que você não abre mão.
- Exportação. Dados abertos em um formato que você consiga levar embora.
- Documentação e comunidade. Um projeto pequeno pode ser ótimo, mas você precisa saber onde tirar dúvidas.
- Idioma. Confira se a interface está em português.
Onde entra o tududi
O tududi é um software open source, licença MIT, mantido pelo seu autor original, e o código está no repositório oficial do projeto. Ele cobre o que a maioria das pessoas precisa: áreas, projetos, tarefas com subtarefas, tags, notas, recorrência, calendário e as visões Hoje e Próximos. Você pode instalar no seu servidor sem pagar nada.
Além disso, existe esta hospedagem, que é um serviço independente da SDR Comunicação. Ela não é o serviço oficial do projeto original. Oferecemos o software já instalado, com cópias de segurança e atualizações por nossa conta, mais melhorias que fizemos: recorrência também nas subtarefas, comentários com respostas e menções, hora no prazo e lembretes, resumo do dia por e-mail, aba Clientes com campos personalizados e conexão com agentes de IA pelo MCP. Se você instalar o projeto original, o que estará disponível depende da versão que baixar.
Quando compensa pagar por hospedagem
Vale considerar a hospedagem quando:
- você não quer cuidar de servidor, atualização e backup;
- precisa de algo funcionando hoje, sem instalar;
- quer as melhorias que fizemos e não quer aplicá-las por conta própria.
Aqui, o valor é R$ 19,99 por mês, com 7 dias grátis sem cartão. A cobrança é por Pix mensal, enviado por e-mail, e cancelar é não pagar o próximo. Você continua podendo exportar tudo.
Quando compensa instalar por conta própria
- você já mantém servidores e o custo extra é mínimo;
- quer controle total sobre onde os dados ficam;
- precisa de ajustes que só você pode fazer no código;
- prefere o projeto original, sem as melhorias desta versão.
Nada impede de começar de um jeito e trocar depois: como os dados podem ser exportados, você não fica preso.
Cuidados com qualquer opção gratuita
- Não confunda "grátis" com "para sempre": confira se a versão gratuita não perde funções.
- Faça backup mesmo sendo aberto. Ter o código não substitui ter cópia dos dados.
- Teste com dados reais por alguns dias, não com tarefas de exemplo. É assim que você descobre se a ferramenta acompanha o seu jeito de trabalhar.
Um teste simples para decidir
Separe uma semana. Migre só as tarefas ativas de um projeto, use a ferramenta todos os dias e, no fim, responda: eu abri mais de uma vez por dia sem esforço? Os avisos me ajudaram? Consegui exportar os dados? Se as três respostas forem sim, você achou o seu gerenciador. Para comparar critérios em detalhes, veja o que exigir de um gerenciador de tarefas com recorrência e subtarefas.