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Alternativa gratuita e open source para gerenciar tarefas

Por Equipe SDR Comunicação · Publicado em · Leitura de 5 min

Muita gente chega a este assunto depois de um susto com a fatura: uma ferramenta de tarefas que começou barata e foi ficando cara à medida que o time cresceu. Outros buscam algo aberto por princípio, para não depender de uma empresa só. Um gerenciador de tarefas gratuito e open source existe e funciona bem, mas "gratuito" merece uma leitura cuidadosa. Este guia mostra o que avaliar e quando vale pagar por uma hospedagem.

O que significa open source na prática?

Open source é software cujo código fonte é público e pode ser usado, estudado e alterado dentro de uma licença. A licença MIT, por exemplo, é uma das mais permissivas: você pode usar, copiar, modificar e até oferecer o serviço a terceiros, desde que mantenha o aviso de copyright. Na prática, isso traz três vantagens:

  • Transparência. Você (ou alguém de confiança) pode ler o que o programa faz com os seus dados.
  • Portabilidade. Se o serviço que você usa fechar, o software continua existindo e você pode rodá-lo em outro lugar.
  • Custo de licença zero. Você não paga para usar o programa em si.

"Gratuito" não é o mesmo que "sem custo"

O software pode ser gratuito e a operação não ser. Ao instalar por conta própria, você assume tarefas que antes eram de outra empresa:

  • Servidor: alguém precisa pagar por uma máquina ligada o tempo todo.
  • Atualizações: correções e melhorias exigem que você atualize a instalação.
  • Cópias de segurança: se o disco falhar e não houver backup, os dados se vão.
  • Segurança: certificado HTTPS, senhas fortes, acesso restrito.
  • Tempo: cada hora resolvendo problema de servidor é uma hora fora do seu trabalho.

Para quem gosta de infraestrutura e já tem um servidor, esse custo é pequeno. Para quem só quer organizar as tarefas, ele pesa. O guia auto-hospedar um gerenciador de tarefas com Docker detalha esse trabalho.

O que avaliar antes de escolher um gerenciador aberto

  1. Licença. Confirme qual é. Algumas são abertas de fato, outras têm restrições de uso comercial.
  2. Atividade do projeto. Veja se há atualizações recentes e se problemas relatados recebem resposta.
  3. Funcionalidades que você usa todo dia. Recorrência, subtarefas, prazos com hora, notas, projetos e visões de calendário. Faça uma lista das três que você não abre mão.
  4. Exportação. Dados abertos em um formato que você consiga levar embora.
  5. Documentação e comunidade. Um projeto pequeno pode ser ótimo, mas você precisa saber onde tirar dúvidas.
  6. Idioma. Confira se a interface está em português.

Onde entra o tududi

O tududi é um software open source, licença MIT, mantido pelo seu autor original, e o código está no repositório oficial do projeto. Ele cobre o que a maioria das pessoas precisa: áreas, projetos, tarefas com subtarefas, tags, notas, recorrência, calendário e as visões Hoje e Próximos. Você pode instalar no seu servidor sem pagar nada.

Além disso, existe esta hospedagem, que é um serviço independente da SDR Comunicação. Ela não é o serviço oficial do projeto original. Oferecemos o software já instalado, com cópias de segurança e atualizações por nossa conta, mais melhorias que fizemos: recorrência também nas subtarefas, comentários com respostas e menções, hora no prazo e lembretes, resumo do dia por e-mail, aba Clientes com campos personalizados e conexão com agentes de IA pelo MCP. Se você instalar o projeto original, o que estará disponível depende da versão que baixar.

Quando compensa pagar por hospedagem

Vale considerar a hospedagem quando:

  • você não quer cuidar de servidor, atualização e backup;
  • precisa de algo funcionando hoje, sem instalar;
  • quer as melhorias que fizemos e não quer aplicá-las por conta própria.

Aqui, o valor é R$ 19,99 por mês, com 7 dias grátis sem cartão. A cobrança é por Pix mensal, enviado por e-mail, e cancelar é não pagar o próximo. Você continua podendo exportar tudo.

Quando compensa instalar por conta própria

  • você já mantém servidores e o custo extra é mínimo;
  • quer controle total sobre onde os dados ficam;
  • precisa de ajustes que só você pode fazer no código;
  • prefere o projeto original, sem as melhorias desta versão.

Nada impede de começar de um jeito e trocar depois: como os dados podem ser exportados, você não fica preso.

Cuidados com qualquer opção gratuita

  • Não confunda "grátis" com "para sempre": confira se a versão gratuita não perde funções.
  • Faça backup mesmo sendo aberto. Ter o código não substitui ter cópia dos dados.
  • Teste com dados reais por alguns dias, não com tarefas de exemplo. É assim que você descobre se a ferramenta acompanha o seu jeito de trabalhar.

Um teste simples para decidir

Separe uma semana. Migre só as tarefas ativas de um projeto, use a ferramenta todos os dias e, no fim, responda: eu abri mais de uma vez por dia sem esforço? Os avisos me ajudaram? Consegui exportar os dados? Se as três respostas forem sim, você achou o seu gerenciador. Para comparar critérios em detalhes, veja o que exigir de um gerenciador de tarefas com recorrência e subtarefas.